Cartão plissado para embalagens
Aviso de segurança. A operação de pintura com cartão plissado envolve agentes químicos e mídia impregnada de solvente inflamável; a exposição do operador é regida pela NR-15 e o filtro saturado costuma ser resíduo perigoso Classe I pela ABNT NBR 10004. O dimensionamento do sistema de filtragem e a avaliação de risco de incêndio devem ser validados por profissional habilitado (engenheiro de segurança ou responsável técnico da cabine).
O que é o cartão plissado e como funciona o paint stop
O cartão plissado atua como primeira barreira física de retenção seca: o ar carregado de overspray atravessa as pregas do papelão e a tinta pulverizada fica aderida à celulose, enquanto o ar já filtrado segue para o exaustor. Diferente de sistemas úmidos (cortina d'água), a filtragem seca com cartão dispensa tratamento de efluente e é comum em cabines de pintura de pequeno e médio porte, marcenaria e retoque automotivo. Costuma trabalhar em conjunto com um segundo estágio de fibra de vidro, que retém as partículas mais finas que passam do cartão.
- Primeiro estágio: cartão plissado retém a maior parte do overspray grosso
- Segundo estágio: fibra de vidro progressiva captura partículas finas
- Exaustor e ventilador ficam protegidos do acúmulo de tinta
Gramatura, geometria da prega e capacidade de retenção
O desempenho do cartão vem menos da 'espessura' e mais da combinação entre gramatura e geometria da prega. Construído a partir de papelão kraft ondulado dobrado em sanfona (formato concertina), o filtro tem uma área plissada muito maior que sua área frontal — é essa relação que permite reter mais tinta e prolongar o intervalo de troca sem elevar demais a perda de carga inicial. Gramaturas mais altas retêm mais tinta por metro quadrado, mas partem de uma perda de carga um pouco maior. A tabela abaixo compara o cartão com as mídias paint stop concorrentes.
| Mídia filtrante | Material | Retenção de overspray | Perda de carga inicial | Aplicação típica |
|---|---|---|---|---|
| Cartão plissado leve | Papelão kraft ondulado | Média | Baixa | Overspray leve, tintas base água |
| Cartão plissado reforçado | Papelão kraft de alta gramatura | Alta | Média | Alto volume de tinta, base solvente |
| Fibra de vidro paint stop | Manta de fibra de vidro progressiva | Muito alta | Média a alta | Segundo estágio e tintas pesadas |
| Manta de poliéster paint stop | Poliéster sintético | Alta | Média | Cabines com troca frequente |
| Pré-filtro plissado G4 | Papelão/sintético plissado | Baixa a média | Muito baixa | Proteção de exaustor e ventilador |
Como escolher o cartão plissado por tipo de tinta e cabine
A escolha começa pela tinta. Tintas base água geram overspray mais leve e um cartão de gramatura menor já dá conta; tintas base solvente e primers de alta espessura carregam mais sólidos e pedem gramatura reforçada ou combinação com fibra de vidro no segundo estágio. Em seguida, dimensione pela área da cabine e pela velocidade frontal do ar: painéis mal dimensionados aumentam a velocidade, jogam tinta contra o exaustor e derrubam a eficiência. Quando o overspray é muito pesado e a troca precisa ser diária, mídias de manta de feltro tendem a reter mais tinta por unidade de área, ao custo de maior perda de carga — vale comparar o custo total de reposição, não só o preço unitário.
- Tinta base água + baixo volume: cartão plissado leve
- Base solvente / primer espesso: cartão reforçado + segundo estágio de fibra de vidro
- Troca diária por alto overspray: avaliar manta sintética pela retenção
- Sempre casar largura da bobina/painel à moldura da cabine para evitar fuga de ar
Saturação, perda de carga e troca: operação na cabine
O erro mais comum é trocar o cartão por calendário fixo. O critério correto é a perda de carga: à medida que a mídia satura de tinta, a pressão diferencial sobe e o fluxo de ar cai, prejudicando a exaustão e a qualidade do acabamento. Cabines bem instrumentadas usam um manômetro diferencial e definem um valor-limite de troca; sem manômetro, sinais práticos são queda visível de sucção, retorno de névoa para dentro da cabine e manchas no acabamento. Trocar cedo demais desperdiça mídia; tarde demais sobrecarrega o exaustor e aumenta o risco de arraste de tinta e de incêndio na mídia impregnada.
- Instale manômetro diferencial e defina o Pa-limite de troca com o fornecedor
- Registre consumo por lote para prever reposição e negociar volume
- Nunca reutilize cartão saturado — a área plissada já está colmatada
Segurança: incêndio, exposição química (NR-15) e descarte
Cartão plissado saturado de tinta base solvente é material combustível: acúmulo excessivo somado a fonte de ignição já causou incêndios em cabines, por isso a troca no tempo certo é também medida de segurança. A operação de pintura expõe o trabalhador a solventes e névoa, situação enquadrada na NR-15 — além das roupas descartáveis em TNT, o pintor deve usar respirador com filtro para vapores orgânicos e a cabine precisa manter renovação de ar adequada. Ao ser retirado, o filtro impregnado costuma ser resíduo perigoso Classe I pela ABNT NBR 10004, com armazenamento e destinação por empresa licenciada.
Fatores de preço e checklist de cotação
Como consumível de compra recorrente, o cartão plissado não tem 'preço de tabela' único: o custo é movido pela gramatura do papelão, pela largura e metragem da bobina (ou pelas dimensões do painel cortado), pela geometria da prega e pelo volume/frequência do contrato. Comprar por bobina para cortar na medida costuma sair mais barato por metro que painéis prontos, mas exige mão de obra e moldura compatível. Para cotar com vários fornecedores de uma vez, reúna os dados abaixo — isso qualifica o orçamento e evita mídia que não encaixa na cabine.
- Formato desejado: bobina (largura x metragem) ou painel cortado (medidas)
- Gramatura ou classe de eficiência de referência (ex.: G4 / ISO 16890)
- Tipo de tinta usada (base água ou solvente) e volume de overspray
- Dimensão da moldura/quadro da cabine e velocidade frontal do ar
- Consumo estimado por mês para negociar preço por volume
O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho
- Comparativo de mídia paint stop: papelão plissado x fibra de vidro x manta de poliéster por retenção e perda de carga
- Regra de troca por pressão diferencial (Pa) em vez de intervalo fixo de dias
- Relação área plissada x área frontal que multiplica a vida útil da mídia
- Compatibilidade da mídia com tinta base solvente x base água
- Fatores de preço na compra recorrente: gramatura, largura da bobina e geometria da prega
- Checklist de cotação para bobina/painel dimensionado à cabine
- Descarte do cartão saturado como resíduo Classe I sob ABNT NBR 10004
- Arranjo em estágios: pré-filtro G4 e cartão plissado protegendo exaustor e ventilador
Perguntas frequentes
Cartão plissado e filtro paint stop são a mesma coisa?
Sim. 'Paint stop' é a função (barreira de retenção de overspray) e 'cartão plissado' é a mídia: papelão kraft dobrado em pregas. Ele atua como primeiro estágio de filtragem seca em cabines de pintura, muitas vezes seguido por uma manta de fibra de vidro.
Qual gramatura de cartão plissado escolher?
Depende da tinta e do volume de overspray. Base água e baixo volume trabalham bem com cartão leve; base solvente e primers espessos pedem gramatura reforçada. O critério final é a capacidade de retenção de tinta somada à perda de carga aceitável para o seu exaustor.
De quanto em quanto tempo devo trocar o cartão?
Troque por perda de carga, não por calendário. Quando a pressão diferencial atinge o limite definido com o fornecedor (medido por manômetro), ou quando há queda de sucção e retorno de névoa, é hora de substituir. Registrar o consumo por lote ajuda a prever a reposição.
O cartão plissado atende a alguma norma de eficiência?
A eficiência de mídias de ar é classificada pela ABNT NBR ISO 16890, que substituiu a EN 779 (classes G4/M5). Catálogos importados ainda usam a escala MERV da ASHRAE 52.2. Peça ao fornecedor a classe de referência do cartão cotado.
Como descartar o cartão plissado usado?
Filtro saturado de tinta costuma ser resíduo perigoso Classe I pela ABNT NBR 10004, exigindo armazenamento adequado e destinação por empresa licenciada. Nunca descarte junto com lixo comum e mantenha o manifesto de resíduos.
É melhor comprar bobina ou painel cortado?
Bobina para cortar na medida geralmente reduz o custo por metro e dá flexibilidade de dimensão, mas exige moldura compatível e mão de obra. Painel pronto agiliza a troca. A decisão depende do volume de consumo e da padronização da sua cabine.
O cartão plissado serve para qualquer tinta?
Serve para a maioria dos processos de pulverização, mas a mídia deve ser compatível com o tipo de tinta. Base solvente gera overspray mais pesado e combustível, exigindo gramatura reforçada e atenção redobrada ao risco de incêndio e à saturação.
Preciso de EPI mesmo usando o filtro paint stop?
Sim. O filtro protege o equipamento e o ambiente, não o pintor. A exposição a solventes é regida pela NR-15 e exige respirador com filtro para vapores orgânicos e roupas descartáveis em TNT, além de ventilação adequada validada por profissional habilitado.
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Página revisada pela equipe técnica de Filtros Industriais da Soluções Industriais. Última revisão: 12 de julho de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.
Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.
Fontes técnicas citadas: ABNT NBR ISO 16890, EN 779, ASHRAE 52.2, NR-15, ABNT NBR 10004.