Cordoalha trançada fios aço
Aviso de segurança. Cordoalha para concreto protendido é elemento estrutural: a definição de classe, bitola e força de protensão cabe a engenheiro habilitado, com projeto conforme ABNT NBR 6118 e material conforme ABNT NBR 7483. Cordoalha de cobre para aterramento e SPDA deve seguir ABNT NBR 5419 e o dimensionamento de projetista responsável. Nunca substitua a especificação de projeto por escolha de catálogo.
Tipos de cordoalha trançada e onde cada uma é usada
Antes de cotar, separe o produto pela função, porque o mesmo nome designa cabos incompatíveis entre si. A cordoalha de protensão trabalha tracionada dentro do concreto e compõe a armadura ativa junto com telas e malhas de aço soldadas; a de aço galvanizado é usada em estaiamento de postes e torres, onde concorre com correntes para carroceria de caminhão em amarração e ancoragem; e a de cobre nu conduz corrente elétrica em aterramento e SPDA. Alumínio (CAA/ACSR) aparece em linhas aéreas de transmissão. Trocar uma pela outra não é opção: a cordoalha de estai não tem a relaxação controlada da protensão, e a de cobre não suporta esforço estrutural.
- Protensão: aço CP-190/CP-210, ABNT NBR 7483, para lajes, pontes e pré-moldados
- Estai: aço galvanizado a fogo, ABNT NBR ISO 2408, para ancoragem e tensionamento
- Aterramento/SPDA: cobre eletrolítico nu, ABNT NBR 5419
- Transmissão aérea: cordoalha de alumínio com alma de aço (CAA/ACSR)
Cordoalha de protensão: classes CP-190, CP-210 e relaxação
A cordoalha de protensão é classificada pela tensão de ruptura (CP-190 ≈ 1900 MPa; CP-210 ≈ 2100 MPa) e pelo tipo de relaxação. Relaxação baixa (RB) perde muito menos protensão ao longo do tempo que a relaxação normal (RN) — por isso RB é praticamente padrão em obra estrutural, e RN só sobrevive em usos residuais. Cada bitola tem área e carga mínima de ruptura fixadas pela ABNT NBR 7483 e verificadas pelo ensaio de tração da ABNT NBR 6349; a ASTM A416 é a referência equivalente aceita em projetos exportados. Para pós-tração não aderente, a monocordoalha engraxada e plastificada isola o aço da nata de cimento e dispensa a bainha injetada.
| Diâmetro nominal | Área aprox. (mm²) | Carga mín. de ruptura (kN) | Classe / aplicação típica |
|---|---|---|---|
| 9,5 mm (3/8") | 55,5 | ≈ 102 | CP-190 RB — lajes e pré-moldados |
| 12,7 mm (1/2") | 101,4 | ≈ 187 | CP-190 RB — pontes e pós-tração |
| 15,2 mm (0,6") | 143,5 | ≈ 266 | CP-190/210 RB — grandes vãos e tirantes |
Na prática, a força de protensão aplicada em obra costuma ficar entre 70% e 80% da carga de ruptura (limite usual de norma), e a perda por relaxação de uma cordoalha RB fica tipicamente abaixo de 2,5% em 1000 h a 20% da carga, contra valores da ordem de 8% na RN — motivo direto de a RB ser exigida em projeto. Confirme sempre a área nominal e a carga de ruptura no certificado do lote, pois pequenas variações mudam o número de cordoalhas por cabo.
Ancoragem, cunhas e acessórios de protensão
A cordoalha não trabalha isolada: o sistema de protensão inclui ancoragens ativas e passivas, cunhas tri ou bipartidas, placas de apoio e o macaco hidráulico de tensionamento. A geometria da cunha é casada com a bitola da cordoalha — cunha de 12,7 mm não ancora 15,2 mm com segurança — e a mordida das cunhas deve estar íntegra para não escorregar sob carga. Em pós-tração aderente ainda entram bainha metálica corrugada e nata de injeção; na não aderente, a monocordoalha já vem engraxada e plastificada. Ao cotar, informe se precisa do conjunto completo (cordoalha + ancoragem + acessórios) ou apenas do fio, porque isso muda radicalmente o escopo do fornecedor.
Cordoalha de cobre para aterramento e SPDA: como dimensionar
Produzida a partir de cobre eletrolítico, a mesma matéria-prima de tarugos de cobre, a cordoalha nua é o condutor de aterramento e de descida em sistemas de proteção contra descargas atmosféricas. A ABNT NBR 5419-3 estabelece seções mínimas por função — os anéis, descidas e eletrodos de aterramento têm bitolas distintas — e o comprador não escolhe pela mais barata, mas pela seção que o projeto de SPDA determina. As bitolas comerciais mais pedidas são 35 mm² e 50 mm²; subdimensionar reprova o laudo e pode não escoar a corrente de raio. Diferente do aço, aqui o preço acompanha a cotação do cobre, o que torna a seção correta uma decisão de custo além de segurança.
- Captação e descidas de SPDA: normalmente cobre nu de 35 mm² (referência usual da NBR 5419-3, sempre subordinada ao projeto)
- Anel e eletrodos de aterramento: seções típicas de 50 mm² ou superiores conforme resistência de aterramento alvo
- Emendas e conexões: use conectores de compressão ou solda exotérmica — nunca enrolamento simples
Galvanização, corrosão e vida útil: escolha do revestimento
Em ambiente externo, o que define a durabilidade da cordoalha de aço não é a resistência mecânica, e sim o revestimento. A galvanização por imersão a quente segue a ABNT NBR 6323: quanto maior a massa de zinco por metro quadrado, maior a vida útil antes da corrosão da alma de aço. A mesma lógica de proteção usada em perfis estruturais de aço galvanizado se aplica ao estai — em orla marítima ou industrial agressiva, exija camada de zinco reforçada ou avalie aço inox 316. Na protensão embutida no concreto, a proteção vem da própria nata alcalina, e cordoalha nua é aceitável desde que o cobrimento e a injeção de bainha estejam corretos; falha nesse ponto é modo de falha clássico por corrosão sob tensão.
Como especificar e cotar: o que reunir antes do orçamento
O que encarece ou barateia a cordoalha é rastreável: material (cobre custa muito mais que aço e oscila com a bolsa), classe e relaxação, revestimento, comprimento por rolo e a exigência de certificado de corrida com resultados de ensaio. Para o pedido virar cotação comparável entre fornecedores, reúna os dados abaixo — sem eles, cada fornecedor cota uma coisa diferente e o preço perde sentido. Peça sempre o certificado do lote (composição, carga de ruptura e alongamento) e confira se a bitola nominal bate com o projeto estrutural ou de SPDA.
- Aplicação (protensão, estai ou aterramento) e norma exigida
- Bitola/diâmetro nominal ou seção em mm²
- Classe (CP-190/CP-210) e relaxação (RB/RN), quando protensão
- Carga de ruptura ou de trabalho exigida em projeto
- Revestimento (nu, galvanizado, inox) e ambiente de instalação
- Necessidade de acessórios (ancoragem, cunhas, bainha) ou só o fio
- Comprimento total, forma de fornecimento (rolo/bobina) e certificado de corrida
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O diferencial da plataforma neste nicho é o acesso comparativo a fornecedores verificados, com indicação de quem atende a sua região e em que prazo. Os números abaixo vêm do próprio marketplace:
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| Cobertura por praça | Fornecedores |
|---|---|
| Nacional | 3 |
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre cordoalha de protensão e cordoalha de estai?
A de protensão (ABNT NBR 7483, classes CP-190/CP-210) tem relaxação controlada e trabalha tracionada dentro do concreto estrutural. A de estai é aço galvanizado de uso geral (ABNT NBR ISO 2408) para ancorar e tensionar postes e torres, sem os requisitos de relaxação. Não são intercambiáveis.
O que significa RB e RN na cordoalha?
RB é relaxação baixa e RN é relaxação normal — referem-se à perda de protensão ao longo do tempo sob carga. A RB perde bem menos (tipicamente abaixo de 2,5% em 1000 h) e é praticamente padrão em obra estrutural, pois preserva a força de protensão prevista em projeto conforme a ABNT NBR 6118.
Que bitola de cordoalha de cobre a NBR 5419 exige para aterramento?
A ABNT NBR 5419-3 fixa seções mínimas por função (captação, descida e eletrodo de aterramento). As bitolas comerciais mais usadas são 35 mm² e 50 mm², mas a seção correta é a definida no projeto de SPDA por profissional habilitado — subdimensionar reprova o laudo.
Cordoalha de protensão pode ser especificada sem projeto?
Não. Por ser elemento estrutural, classe, bitola e força de protensão devem constar de projeto conforme a ABNT NBR 6118, definido por engenheiro habilitado com ART. Escolher por catálogo é risco de segurança.
O que é monocordoalha engraxada e plastificada?
É a cordoalha de protensão revestida com graxa e capa plástica, usada em pós-tração não aderente. A capa isola o aço da nata de cimento, permite deslizamento e dispensa a injeção de bainha, sendo comum em lajes protendidas.
Preciso comprar as ancoragens e cunhas junto com a cordoalha?
Depende do escopo. Em obra de protensão o sistema completo inclui cordoalha, ancoragens ativas/passivas, cunhas casadas à bitola e, na pós-tração aderente, bainha e nata de injeção. Informe na cotação se quer o conjunto ou apenas o fio, pois a cunha deve corresponder exatamente ao diâmetro (12,7 mm, 15,2 mm etc.) para não escorregar sob carga.
Qual revestimento escolher para ambiente agressivo?
Para orla marítima ou atmosfera industrial, use galvanização por imersão a quente conforme a ABNT NBR 6323 com camada de zinco reforçada, ou avalie aço inox 316. Quanto maior a massa de zinco, maior a vida útil antes da corrosão da alma de aço.
O que faz o preço da cordoalha variar tanto?
O material domina: cobre acompanha a cotação de bolsa e custa bem mais que o aço. Em seguida vêm classe/relaxação, revestimento, comprimento por rolo e a exigência de certificado de corrida com ensaios. Por isso cotações só se comparam com a mesma especificação.
Que documento pedir ao fornecedor?
Exija o certificado de corrida do lote com composição, carga mínima de ruptura e alongamento, verificados pelo ensaio de tração da ABNT NBR 6349. Confira se a bitola nominal e a classe batem com o projeto estrutural ou de SPDA antes de aprovar.
Cordoalha de aço nu serve dentro do concreto protendido?
Sim, quando o cobrimento e a injeção de bainha estão corretos, pois a nata alcalina protege o aço. A falha nesse ponto causa corrosão sob tensão, um modo de falha clássico — por isso a decisão cabe ao projeto e não à economia de revestimento.
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Página revisada pela equipe técnica de Fios e Cabos de Aço da Soluções Industriais. Última revisão: 13 de julho de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.
Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.
Fontes técnicas citadas: ABNT NBR 7483, ABNT NBR 6349, ABNT NBR ISO 2408, ABNT NBR 5419, ABNT NBR 6323, ABNT NBR 6118, ASTM A416.