Corrente mesa alimentadora
Aviso de segurança. A corrente integra um sistema de transmissão de força com partes móveis expostas: a montagem, o tensionamento e o enclausuramento devem seguir a NR-12 (Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos). O dimensionamento e a validação de carga devem ser conduzidos por profissional habilitado, com ART quando exigido, para evitar ruptura sob carga e projeção de elos.
O que é a corrente para mesa alimentadora e onde ela trabalha
A mesa alimentadora é a bancada de entrada que recebe e conduz o material até o processo — grãos e palhada em colheitadeiras, toras em serrarias, cana em moendas ou peças em linhas de montagem. A corrente é o que arrasta ou aciona esse fluxo, trabalhando sob sujidade, impacto e cargas variáveis. Em algumas máquinas ela é apenas o acionamento de um cilindro alimentador; em outras, é a própria esteira de arraste com aletas. Quando o transporte é de material solto e sem impacto, sistemas de rosca sem fim podem substituir a corrente, mas para carga irregular e alto torque a corrente segue sendo a solução dominante.
Tipos de corrente para mesa alimentadora e como se diferenciam
Há quatro famílias que aparecem nas mesas alimentadoras, cada uma com norma e aplicação próprias. A escolha entre elas define o custo por metro, a facilidade de reposição e a capacidade de arraste. Uma esteira de arraste com aletas cumpre um papel parecido ao de uma tela para esteira transportadora, porém suporta impacto e material pesado que a tela não aguenta.
| Tipo de corrente | Passo típico | Aplicação recomendada | Norma de referência |
|---|---|---|---|
| Corrente de rolos ASA/ANSI | 1/2" a 1.1/2" | Acionamento de cilindros e mesas leves | ABNT NBR ISO 606 / ASME B29.1 |
| Corrente de passo duplo | 1" a 2" | Arraste em vãos longos com menor peso por metro | ISO 1275 |
| Corrente transportadora com aletas | Variável | Arraste de material sobre a mesa alimentadora | ISO 1977 |
| Corrente agrícola perfil CA (CA550/CA557) | ≈41,4 mm | Colheitadeiras e alimentadores de cana | Perfil CA (catálogo do fabricante) |
| Corrente de rolos em inox 304/316 | 1/2" a 1" | Lavagem, umidade e contato alimentício | ABNT NBR ISO 606 |
Como especificar: passo, carga e compatibilidade com a coroa
A especificação começa pelo passo, porque corrente e coroa formam um par: uma corrente de passo diferente não engrena e desgasta a roda dentada em poucas horas. Meça o passo (centro a centro de dois pinos), a largura interna entre placas e o diâmetro do rolete antes de cotar. Em seguida, defina a carga de ruptura mínima com margem sobre o pico de torque — o sistema de transmissão, incluindo eventuais polias industriais no acionamento, deve estar dimensionado para o mesmo esforço. Se a máquina não tem catálogo disponível, informe o modelo e o fabricante da colheitadeira ou serraria: muitos perfis (ASA 40/50/60 e série CA) são intercambiáveis por medida.
- Passo, largura interna e diâmetro do rolete (medidos ou do catálogo)
- Carga de ruptura mínima com margem sobre o pico de torque
- Perfil e posição da talisca/aleta de arraste (a cada quantos elos)
- Estado da coroa: trocar corrente e roda dentada em conjunto quando ambas estão gastas
Desgaste, alongamento e quando fazer a reposição
A corrente não se rompe do nada: ela alonga. O desgaste dos pinos e buchas aumenta o passo efetivo, e quando esse alongamento chega à faixa de 2% a 3% do passo nominal a corrente já não engrena bem, pula dentes e acelera o desgaste da coroa. Meça um trecho de 10 a 12 elos com paquímetro e compare com a medida nova: esse é o gatilho objetivo de reposição, mais confiável que a inspeção visual. Elos travados, roletes quebrados ou placas trincadas condenam a corrente antes disso. Assim como uma corrente para carroceria de caminhão perde resistência com a corrosão e a fadiga, a corrente da mesa alimentadora exige lubrificação regular para não acumular sujidade que funciona como abrasivo entre pino e bucha.
Segurança NR-12 e o que define o preço na cotação
Correntes e coroas expostas são pontos de aprisionamento clássicos e, pela NR-12, precisam de proteção fixa ou móvel intertravada, além de dispositivo de parada acessível. Ao comprar a peça de reposição, verifique também o enclausuramento. No preço, o que pesa não é o comprimento em si, mas material do pino e da bucha, tratamento térmico (cementação/têmpera), presença e passo das aletas, largura e acabamento (aço carbono, zincado ou inox). Peça sempre a carga de ruptura declarada e, para uso alimentício ou úmido, o certificado do material inox. Reúna os dados abaixo antes de solicitar orçamento para receber propostas comparáveis de vários fornecedores.
- Passo, largura e comprimento total (nº de elos ou metros)
- Perfil/norma (ASA, passo duplo, ISO 1977 ou perfil CA) e modelo da máquina
- Material e tratamento (aço carbono cementado, zincado ou inox 304/316)
- Tipo, passo e altura das aletas/taliscas de arraste
- Quantidade e prazo, além da coroa se houver troca conjunta
O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho
- Cruzamento de passo, carga de ruptura e perfil de talisca por modelo de mesa alimentadora
- Comparativo entre corrente de rolos ISO 606 e corrente de arraste ISO 1977 para o mesmo vão
- Critério de alongamento de 2% a 3% do passo como gatilho objetivo de reposição
- Compatibilidade corrente-coroa: quando trocar a roda dentada junto com a corrente
- Fatores que movem o preço: material do pino, cementação, largura e presença de aletas
- Checklist de cotação com passo, largura interna, tipo de elo e modelo da máquina
- Variante inox 304/316 para lavagem e contato alimentício frente à versão em aço carbono
Perguntas frequentes
Como descubro qual corrente serve na minha mesa alimentadora?
Meça o passo (centro a centro de dois pinos), a largura interna entre as placas e o diâmetro do rolete, e informe o modelo e o fabricante da máquina. Com essas medidas o fornecedor identifica o perfil (ASA 40/50/60, passo duplo ISO 1275 ou série CA) mesmo sem o código original.
Preciso trocar a coroa junto com a corrente?
Se a coroa também estiver gasta, sim: uma corrente nova em roda dentada desgastada volta a alongar rapidamente e pula dentes. Corrente e coroa formam um par de desgaste; quando a corrente alongou 2% a 3% do passo, avalie o estado dos dentes antes de reutilizar a coroa.
Qual a diferença entre corrente de rolos e corrente com aletas?
A corrente de rolos (ABNT NBR ISO 606 / ASME B29.1) transmite movimento e aciona cilindros; a corrente transportadora com aletas (ISO 1977) arrasta o material sobre a mesa. A escolha depende de a mesa apenas alimentar ou de fato transportar carga irregular.
Vale a pena a corrente em inox?
O inox 304/316 só compensa em ambiente úmido, com lavagem frequente ou contato alimentício, onde o aço carbono corrói. Ele custa bem mais e tem carga de ruptura menor que a versão em aço liga, então para uso agrícola seco a corrente de aço carbono cementado costuma ser a melhor relação custo-benefício.
Como sei a hora certa de trocar a corrente?
Meça um trecho de 10 a 12 elos com paquímetro e compare com a medida de fábrica. Alongamento de 2% a 3% do passo, roletes quebrados, elos travados ou placas trincadas são critérios objetivos de reposição, mais confiáveis que a inspeção visual.
O que exigir do fornecedor no orçamento?
Peça a carga de ruptura declarada, a norma ou perfil (ASA, ISO 1977, série CA), o material e o tratamento dos pinos e buchas. Para uso alimentício ou úmido, solicite o certificado do material inox e confirme a compatibilidade de passo com a coroa existente.
A instalação da corrente exige cuidados de segurança?
Sim. Correntes e coroas expostas são pontos de aprisionamento e, pela NR-12, precisam de proteção fixa ou móvel intertravada e parada acessível. O tensionamento e a validação de carga devem ser conduzidos por profissional habilitado para evitar ruptura e projeção de elos.
Posso comprar só o pedaço de corrente e emendar?
Sim, usando elo de emenda ou meia-malha (offset link) compatível com o perfil. Contudo, emendas concentram tensão e devem respeitar a carga de ruptura da corrente; em correntes com aletas, garanta que o passo das taliscas continue coerente após a emenda.
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Página revisada pela equipe técnica de Transmissão e Movimentação da Soluções Industriais. Última revisão: 12 de julho de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.
Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.
Fontes técnicas citadas: ABNT NBR ISO 606, ISO 606, ASME B29.1, ISO 1275, ISO 1977, NR-12.