Corrente tipo redler
Aviso de segurança. O transportador tipo Redler é máquina abrangida pela NR-12, com risco de esmagamento e aprisionamento em correntes e engrenagens; a especificação de reposição e o projeto de tensionamento devem ser validados por profissional habilitado (engenheiro mecânico com ART), respeitando as proteções fixas e o intertravamento exigidos pela norma.
O que é a corrente tipo Redler e como o transportador de arraste funciona
No transportador Redler, a corrente corre dentro de uma calha metálica fechada arrastando o material pelas taliscas. Por ser um circuito fechado, ele reduz emissão de poeira e permite pontos de carga e descarga em posições diferentes ao longo do percurso. É solução comum na agroindústria, em fábricas de ração, cimenteiras e caldeiras a biomassa, competindo com alternativas como a rosca sem fim para transporte helicoidal quando a distância é curta e o material é fino ou pulverulento. A corrente é a peça de desgaste do conjunto: ela transmite toda a tração e sofre atrito constante contra a chapa da calha.
- Transporte em circuito fechado com baixa geração de poeira
- Percurso horizontal, inclinado ou em L com uma única corrente
- Taliscas responsáveis pelo arraste efetivo do produto
- Corrente é o item de reposição periódica do transportador
Tipos de corrente Redler: forjada, estampada e com taliscas
As correntes de arraste dividem-se por construção do elo. A corrente forjada, referência da DIN 8167, usa elos forjados a quente com alto limite de ruptura, indicada para cargas pesadas e materiais abrasivos como cimento e escória. A corrente estampada (elo soldado) é fabricada de chapa recortada e soldada, mais barata e adequada a materiais leves e passos menores; a família de correntes de bucha e rolete segue a DIN 8165. Sobre qualquer uma delas monta-se a talisca — placa de arraste cuja geometria e espaçamento variam conforme granulometria e densidade do produto.
| Tipo de corrente | Construção | Aplicação típica | Referência |
|---|---|---|---|
| Forjada | Elos forjados a quente, pino e bucha | Cimento, mineração, cavaco abrasivo | DIN 8167 |
| Estampada / elo soldado | Chapa recortada e soldada | Grãos, farelo, ração, material leve | DIN 8165 |
| De rolete adaptada | Elos de rolete com abas para talisca | Cargas médias e curvas suaves | ISO 1977 |
| Inox 304/316 | Forjada ou estampada em aço inox | Alimentos, ambientes úmidos e corrosivos | ISO 1977 |
Material e tratamento térmico: como escolher para durar mais
A vida útil da corrente é definida pelo par material-tratamento, não só pela carga nominal. O aço carbono cementado ganha camada superficial dura contra desgaste mantendo o núcleo tenaz — melhor para material abrasivo; o aço temperado e revenido equilibra dureza e resistência a impacto. Para linhas de alimentos, ração farinada e ambientes de lavagem, o aço inox 304 elimina risco de contaminação por óxido, e o 316 acrescenta resistência a cloretos, ao custo de menor dureza superficial. A regra de decisão é simples: material abrasivo pede elo forjado cementado; material corrosivo pede inox; material leve e seco aceita estampada em aço carbono comum.
- Cementação: camada dura contra abrasão (cimento, areia, cavaco)
- Têmpera e revenido: equilíbrio dureza x impacto
- Inox 304: contato com alimentos e umidade
- Inox 316: presença de cloretos e higienização química
Como dimensionar e especificar a corrente para reposição
Trocar corrente sem os dados corretos é o erro mais caro do setor: uma corrente com passo diferente não engrena na roda dentada e força a troca também das engrenagens e polias industriais do acionamento. Para reposição, meça o passo (centro a centro dos pinos), a largura interna entre chapas, a espessura e a geometria da talisca, e levante o material transportado e a distância. A carga de ruptura deve ter folga sobre a carga de trabalho — pratica-se fator de segurança na faixa de 6 a 10 vezes a tração calculada em transportadores de arraste, ajustado por engenheiro conforme regime e choque de carga.
| Dado a levantar | Por que importa | Onde medir |
|---|---|---|
| Passo (mm) | Compatibilidade com a roda dentada | Centro a centro entre pinos consecutivos |
| Largura interna | Encaixe na calha e na engrenagem | Entre as chapas laterais do elo |
| Tipo/geometria da talisca | Arraste eficiente do produto | Placa de arraste montada no elo |
| Material transportado | Escolha de material e tratamento | Ficha do produto (abrasivo/úmido/temperatura) |
| Carga de ruptura desejada | Margem sobre a carga de trabalho | Cálculo do engenheiro (fator 6 a 10x) |
Modos de falha, alongamento e manutenção na operação real
O modo de falha dominante não é a ruptura súbita e sim o alongamento (estiramento) progressivo: o desgaste no pino e na bucha aumenta o passo efetivo, a corrente deixa de assentar no fundo da engrenagem, salta os dentes e passa a bater na calha. A regra de campo é medir o passo em um trecho de 10 elos e programar a troca quando o alongamento chega a cerca de 2% a 3% do comprimento nominal — antes que danifique a roda dentada. Tensionamento correto, lubrificação compatível com a temperatura e inspeção das taliscas soltas prolongam a vida do conjunto e evitam parada não programada da linha.
- Alongamento acima de 2%-3%: substituir antes de danificar engrenagem
- Taliscas tortas ou soltas: perda de rendimento e travamento
- Desgaste da calha: revisar alinhamento e tensionamento
- Corrosão/incrustação: rever material e lubrificação
O que define o preço e como cotar com fornecedores
O preço da corrente Redler é movido por material e tratamento (inox e forjada cementada custam bem mais que estampada em aço carbono), pelo passo e largura (dimensões maiores elevam o peso por metro), pela presença e geometria das taliscas montadas e pelo comprimento total do circuito. Vale cotar por trecho completo (corrente + taliscas + elos de emenda) e, quando houver alongamento avançado, incluir a roda dentada e os elos de conexão na mesma cotação. Assim como em componentes correlatos de transporte — tela para esteira transportadora ou correntes robustas como a corrente para carroceria de caminhão — comparar carga, material e norma entre fornecedores evita pagar por sobre-especificação.
- Material/tratamento: inox e forjada cementada acima da estampada
- Passo e largura: mais peso por metro, mais preço
- Taliscas: geometria e passo entre paletas encarecem o conjunto
- Comprimento e elos de emenda: cotar o trecho completo
O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho
- Cotação simultânea de corrente Redler forjada e estampada com vários fabricantes numa só busca
- Comparação de passo, carga de ruptura e material entre fornecedores antes de fechar reposição
- Compatibilidade corrente-engrenagem checada no orçamento para evitar troca só da corrente
- Reposição por metro linear ou por trecho com taliscas montadas conforme o transportador existente
- Especificação de aço inox 304/316 para linhas de alimentos e ambientes corrosivos sob demanda
- Checklist de dados (passo, largura interna, tipo de talisca, material transportado) para qualificar o pedido
- Fornecedores de elos de emenda e engrenagens motrizes na mesma cotação da corrente
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre corrente Redler forjada e estampada?
A forjada (referência DIN 8167) usa elos forjados a quente, com maior carga de ruptura para materiais abrasivos e pesados como cimento. A estampada é feita de chapa recortada e soldada, mais barata e indicada para grãos e materiais leves. A escolha depende da abrasividade do produto e da tração exigida.
Como sei o passo da minha corrente para pedir reposição?
Meça a distância centro a centro entre dois pinos consecutivos — esse é o passo. Ele precisa coincidir com o passo da roda dentada, senão a corrente salta os dentes. Informe também a largura interna e a geometria da talisca para garantir compatibilidade no orçamento.
Preciso trocar a corrente inteira ou posso emendar?
É possível emendar com elos de conexão, mas se houver alongamento generalizado (acima de 2% a 3% do passo nominal), a corrente já não assenta na engrenagem e a emenda não resolve. Nesse caso troca-se o trecho e verifica-se o desgaste da roda dentada, conforme avaliação de profissional habilitado.
Corrente Redler de inox vale a pena?
Vale para linhas de alimentos, ração farinada e ambientes úmidos ou com lavagem química, onde o aço carbono oxidaria e contaminaria o produto. O inox 304 atende à maioria dos casos e o 316 resiste a cloretos, mas ambos têm menor dureza superficial que o aço carbono cementado, exigindo atenção ao desgaste.
Qual fator de segurança usar entre carga de trabalho e ruptura?
Em transportadores de arraste é usual dimensionar a carga de ruptura de 6 a 10 vezes a tração calculada, ajustando por regime de operação e choques de carga. O cálculo definitivo deve ser feito por engenheiro mecânico, considerando o peso do material, a inclinação e a partida do transportador.
O transportador Redler precisa atender a NR-12?
Sim. Por ter correntes e engrenagens expostas, o equipamento se enquadra na NR-12, exigindo proteções fixas, parada de emergência e intertravamento nos acessos de manutenção. A troca da corrente deve respeitar bloqueio de energia e ser feita com o equipamento desligado e travado.
Quais dados preciso reunir para cotar a corrente?
Passo, largura interna, tipo e geometria da talisca, material transportado (abrasivo, úmido, temperatura), comprimento do circuito e carga desejada. Com esses dados os fornecedores especificam material, tratamento térmico e norma corretos, evitando reposição incompatível.
Posso cotar corrente e engrenagem juntas?
Sim, e é recomendável quando a corrente está com alongamento avançado, porque o desgaste costuma comprometer também a roda dentada. Cotar corrente, taliscas, elos de emenda e engrenagem no mesmo pedido reduz risco de parada por incompatibilidade e agiliza a manutenção.
Solicitar orçamento gratuito
Para obter cotações comparativas de corrente tipo redler, informe a especificação técnica completa, o volume estimado, o prazo de entrega aceitável e a região. Em até 24 horas você recebe propostas alinhadas ao perfil técnico e comercial da sua operação. O serviço da Soluções Industriais é gratuito para o comprador e dá acesso direto a mais de 50 mil fornecedores cadastrados no marketplace, com possibilidade de comparar múltiplas opções em poucos cliques.
Página revisada pela equipe técnica de Movimentação de Materiais da Soluções Industriais. Última revisão: 12 de julho de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.
Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.
Fontes técnicas citadas: ISO 1977, DIN 8165, DIN 8167, NR-12.