Sensor de Chama B2B
Aviso de segurança. O sensor de chama é dispositivo de segurança crítica: sua falha permite acúmulo de combustível não queimado e risco de explosão. A especificação, instalação e comissionamento devem seguir a ABNT NBR 12313:2000, a NR-13 e a EN 298, sob responsabilidade de profissional habilitado (engenheiro ou instrumentista qualificado), com registro de ART quando aplicável.
O que é e como funciona o sensor de chama
O detector de chama transforma uma propriedade física da combustão em sinal elétrico que o programador de chama interpreta. Nos sensores de ionização, a própria chama conduz uma pequena corrente entre a haste e o queimador aterrado; nos ópticos, a radiação ultravioleta ou infravermelha emitida pela chama sensibiliza uma célula. Em qualquer caso, o conjunto sensor-controlador executa uma sequência segura: pré-purga do ar, ignição, comprovação de chama e, só então, liberação plena do combustível. Se a chama não for comprovada dentro do tempo de segurança, o sistema entra em bloqueio (lockout) e exige rearme manual.
Tecnologias de detecção: ionização, UV e infravermelho
Cada princípio cobre uma faixa de aplicação. A escolha errada gera falsos bloqueios ou, pior, deixa de detectar chama apagada.
- Eletrodo de ionização (haste): ideal para chamas de gás (natural/GLP) bem definidas e diretas; barato e simples, mas exige chama estável e bom aterramento, e não serve para óleo nem chamas distantes.
- Sensor ultravioleta (UV): detecta a radiação UV da chama (faixa típica de 185 a 260 nm), serve para gás e óleo; o tubo Geiger-Müller envelhece e versões com self-check (autoverificação) evitam falsa indicação de chama.
- Sensor infravermelho (IR): lê a radiação e a cintilação no IR (banda de CO₂ em torno de 4,3 a 4,5 µm e flicker de 10 a 30 Hz), indicado para chamas de óleo, biomassa e fornalhas com muita fuligem onde o UV é absorvido.
- Combinado UV/IR e fotocélula (LDR): o UV/IR reduz falso positivo por radiação externa; a fotocélula é solução econômica para queima de óleo combustível.
Como escolher o sensor por combustível e aplicação
A árvore de decisão começa no combustível, não no preço. Para queimador a gás, com chama curta e estável, o eletrodo de ionização resolve com menor custo e diagnóstico simples pela corrente em microampères. Para óleo, biomassa ou chamas longas e instáveis — como nas instalações de aquecimento de fornalhas — parte-se para detecção óptica: UV quando a chama é limpa, IR quando há fuligem ou a visada precisa atravessar névoa. Em fornalhas multi-queimador, onde uma chama pode 'enxergar' a vizinha, prefira sensores com visada estreita ou modulação para discriminar a própria chama. Aplicações ópticas comuns vivem em queimadores de forno rotativo, e o ar de combustão é normalmente entregue por um soprador industrial dedicado, cuja vazão influencia a estabilidade da chama lida pelo sensor.
- Gás (GN/GLP), chama direta e estável: ionização — menor custo de aquisição e manutenção.
- Óleo combustível ou chama suja: infravermelho ou fotocélula.
- Combustão limpa que exige supervisão contínua: UV com self-check.
- Alta temperatura ambiente no ponto de montagem: optar por sensor refrigerado ou montagem com fibra óptica.
Modos de falha e erros comuns de instalação
A maioria das paradas não é defeito do sensor, mas especificação ou montagem inadequada. Aterramento deficiente derruba o sinal de ionização — a corrente de chama esperada (tipicamente alguns microampères) cai e o controlador interpreta como falha. No UV, o tubo envelhecido perde sensibilidade e, sem self-check, pode travar 'fantasma'. Excesso de temperatura no corpo do sensor, sujeira na janela óptica e visada incorreta (sensor enxergando a parede refratária quente em vez da chama) são causas recorrentes. O erro mais perigoso é a versão oposta: sensor óptico captando radiação da própria fornalha incandescente e simulando chama presente mesmo após o apagamento — falha que anula a função de segurança.
- Sinal de ionização baixo ou intermitente: revisar aterramento e posição da haste.
- Bloqueios sem causa aparente em UV: tubo no fim da vida — substituir e migrar para self-check.
- Janela óptica suja: rotina de limpeza periódica em ambientes com fuligem.
- Simulação de chama por refratário quente: revisar tecnologia (preferir UV) e ângulo de visada.
Normas, segurança de combustão e o programador de chama
O sensor isolado não é um sistema de segurança — ele compõe a malha junto ao relé programador (BMS). A ABNT NBR 12313:2000 estabelece a obrigatoriedade da supervisão de chama e da sequência de purga e bloqueio; a NR-13 cobre caldeiras e vasos de pressão; NFPA 85 e NFPA 86 detalham os requisitos de fornalhas e fornos; e a EN 298 certifica o controlador automático de queimador, definindo o tempo de segurança máximo. Em processos de alto risco, a malha de segurança de combustão é classificada por nível de integridade de segurança (SIL) conforme a IEC 61508, com a IEC 61511 orientando a aplicação no setor de processo. Pedir a documentação dessas conformidades é parte da diligência técnica, e o comissionamento deve ser feito por profissional habilitado, com teste real de falha de chama registrado.
Custo total e critérios de compra B2B
O preço da peça avulsa é a menor parte do custo. Sensores de ionização são os mais baratos, mas o que move o orçamento é o conjunto: controlador certificado, compatibilidade com o queimador existente e o custo de reposição ao longo da vida útil — o tubo UV e a haste de ionização são consumíveis. Migrar para self-check ou UV/IR custa mais na aquisição, porém reduz paradas não programadas, o que costuma compensar em linhas de produção contínua, assim como ocorre na escolha entre queima e aquecimento por resistência elétrica em processos térmicos. No orçamento, exija a certificação EN 298 do controlador, o tempo de segurança (FFRT) declarado, a faixa de temperatura ambiente admissível e a confirmação de compatibilidade com o seu combustível e marca de queimador.
- Peça o conjunto sensor + relé programador, não só o sensor.
- Verifique compatibilidade com a marca/modelo do queimador instalado.
- Solicite tempo de segurança (FFRT) e certificação EN 298 por escrito.
- Considere o custo de reposição (tubo UV / haste) e o estoque de sobressalentes.
Dados técnicos de referência para a especificação
Os números abaixo são faixas típicas de mercado, úteis para validar uma proposta antes de fechar pedido. Os valores reais devem ser confirmados no datasheet do fabricante e validados no comissionamento por profissional habilitado.
- Tempo de segurança (FFRT): em geral 1 s para queimadores automáticos de maior porte e até 2–3 s em sistemas menores, sempre dentro do limite que a EN 298 estabelece para o controlador.
- Tempo de pré-purga: normalmente dimensionado para renovar de 4 a 5 volumes da câmara de combustão antes da ignição, o que na prática representa dezenas de segundos conforme o volume da fornalha e a vazão do ar.
- Corrente de ionização: sinal útil normalmente entre 1 e 10 µA; muitos controladores adotam o limiar de detecção em torno de 1 µA — abaixo disso é tratado como ausência de chama.
- Faixa espectral UV: tubos Geiger-Müller respondem na janela de ~185 a 260 nm, região onde a chama emite e a radiação solar/refratária quase não interfere.
- Detecção IR: explora a banda de emissão do CO₂ (≈ 4,3–4,5 µm) e o flicker da chama (10–30 Hz) para discriminar combustão de fundo incandescente.
- Vida útil do tubo UV: da ordem de alguns milhares a ~10.000 horas, motivo pelo qual o self-check é recomendado em operação contínua.
- Temperatura no ponto de montagem: sensores padrão costumam admitir até ~60 °C no corpo; acima disso, optar por versões refrigeradas, suporte afastado ou condução por fibra óptica.
O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho
- Cotação simultânea de sensores UV, infravermelho e ionização com vários fornecedores em uma só busca.
- Comparação por compatibilidade de combustível (gás natural, GLP, óleo) antes de fechar pedido.
- Fornecedores que entregam o conjunto sensor mais relé programador de chama, não só a peça avulsa.
- Pedido de laudo de tempo de segurança (FFRT) e certificação EN 298 do controlador no orçamento.
- Reposição de tubo UV e haste de ionização para parques de queimadores já instalados.
- Especificação assistida por faixa de corrente de ionização (µA) esperada para diagnóstico.
- Atendimento a aplicações de alta temperatura ambiente próximas à fornalha.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre sensor de ionização e sensor UV?
O eletrodo de ionização usa a própria chama como condutor de uma pequena corrente (medida em microampères, tipicamente de 1 a 10 µA) e serve para chamas de gás estáveis e diretas. O sensor UV detecta a radiação ultravioleta da chama (faixa de ~185 a 260 nm) e funciona também para óleo e chamas distantes, sendo a opção quando o aterramento da haste não é confiável. A escolha segue o combustível e a estabilidade da chama, conforme a ABNT NBR 12313:2000.
O que é tempo de segurança (FFRT) e por que importa?
É o intervalo máximo entre a perda da chama e o corte do combustível pelo controlador, em geral de 1 a 3 segundos conforme o porte e o tipo de queimador. A EN 298 limita esse tempo justamente para impedir o acúmulo de combustível não queimado, que geraria risco de explosão. É um dado que deve constar no orçamento e ser validado no comissionamento.
Posso usar qualquer sensor em qualquer queimador?
Não. O sensor precisa ser compatível com o relé programador e a marca/modelo do queimador, além de adequado ao combustível. Misturar tecnologias incompatíveis causa falsos bloqueios ou falha de detecção. Confirme a compatibilidade antes da compra e prefira o conjunto sensor mais controlador do mesmo sistema.
O sensor de chama é exigido por norma?
Sim. A ABNT NBR 12313:2000 torna obrigatória a supervisão de chama em sistemas de combustão a gás, e a NR-13 rege caldeiras e vasos de pressão. Códigos como NFPA 85 e NFPA 86 detalham requisitos para caldeiras e fornos, e a EN 298 certifica o controlador. A instalação deve ser feita por profissional habilitado.
Por que meu sensor UV trava sem motivo aparente?
Tubos UV (Geiger-Müller) envelhecem e perdem sensibilidade ao longo da vida útil (da ordem de alguns milhares de horas), gerando bloqueios intermitentes. A solução é substituir o tubo e, em operação contínua, migrar para versões com self-check (autoverificação), que testam o tubo a cada ciclo e evitam falsa indicação de chama.
Qual sensor escolher para queima de óleo combustível ou biomassa?
Chamas de óleo e biomassa costumam ter muita fuligem, que absorve radiação UV. Nesses casos o infravermelho (IR), que lê a banda de CO₂ em torno de 4,3 µm e o flicker da chama, ou a fotocélula tendem a funcionar melhor. Para fornalhas multi-queimador, prefira visada estreita para o sensor discriminar a própria chama.
O que significa o sinal de ionização em microampères?
É a corrente que a chama conduz entre a haste e o aterramento; quanto maior e mais estável, melhor a comprovação. Faixas úteis ficam tipicamente entre 1 e 10 µA, e muitos controladores cortam abaixo de cerca de 1 µA. Sinal baixo ou oscilante quase sempre aponta aterramento deficiente ou haste mal posicionada, não defeito do sensor.
Quanto custa um sensor de chama?
Não há preço fixo: varia com a tecnologia (ionização é a mais econômica, UV/IR e self-check custam mais), a certificação do controlador e a marca do queimador. O custo total inclui o relé programador e a reposição de consumíveis como tubo UV e haste. Cote com vários fornecedores para comparar o conjunto completo.
O que pedir ao fornecedor no orçamento?
Solicite a certificação EN 298 do controlador, o tempo de segurança (FFRT) declarado, a faixa de temperatura ambiente admissível, a compatibilidade com seu combustível e queimador, e a documentação de conformidade com ABNT NBR 12313:2000 e NR-13 quando a aplicação envolver caldeira.
Solicitar orçamento gratuito
Para obter cotações comparativas de sensor de chama, informe a especificação técnica completa (tecnologia, combustível, marca do queimador e do controlador, faixa de temperatura no ponto de montagem), o volume estimado, o prazo de entrega aceitável e a região. Em até 24 horas você recebe propostas alinhadas ao perfil técnico e comercial da sua operação. O serviço da Soluções Industriais é gratuito para o comprador e dá acesso direto a mais de 50 mil fornecedores cadastrados no marketplace, com possibilidade de comparar múltiplas opções em poucos cliques.
Página revisada pela equipe técnica de Instrumentação Industrial da Soluções Industriais. Última revisão: 13 de julho de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.
Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.
Fontes técnicas citadas: ABNT NBR 12313:2000, NR-13, NFPA 85, NFPA 86, EN 298, IEC 61508, IEC 61511.