Stand de exposição
Aviso de segurança. A montagem de stands é uma estrutura temporária com público em aglomeração: o projeto estrutural e elétrico deve seguir a ABNT NBR 9077:2001, a ABNT NBR 5410:2004 e as NR-18 e NR-35, com ART ou RRT emitida por engenheiro ou arquiteto habilitado no CREA/CAU. Estruturas de dois pisos (estrutura metálica conforme ABNT NBR 8800:2008) e a aprovação junto ao Corpo de Bombeiros exigem responsável técnico; não dispense laudo e projeto assinados.
Tipos de stand por sistema construtivo
A primeira escolha é o sistema. O octanorm é modular: perfis de alumínio encaixados com painéis TS, geralmente locados e remontados a cada feira. Grande parte dos estandes de feira é montada com painéis do sistema octanorm, que barateia projetos recorrentes. O construído (ou customizado) usa marcenaria em MDF para cenografia exclusiva, com maior liberdade de forma e maior custo. O portátil (pop-up e banners tensionados) atende roadshows e áreas pequenas. Já o de dois pisos aproveita o pé-direito do pavilhão e multiplica a área útil, ao preço de exigir estrutura metálica, laje e projeto assinado.
| Sistema | Estrutura | Custo relativo | Reaproveitamento | Melhor para |
|---|---|---|---|---|
| Octanorm (modular) | Perfil de alumínio + painel TS | Baixo | Alto (locação) | Feiras recorrentes e prazo curto |
| Construído/customizado | Madeira e MDF, marcenaria | Alto | Baixo | Marca que quer cenografia exclusiva |
| Portátil/pop-up | Banner tensionado, alumínio leve | Muito baixo | Alto | Estandes pequenos e roadshows |
| Dois pisos (mezanino) | Estrutura metálica + laje (NBR 8800) | Muito alto | Médio | Grandes áreas e aproveitamento de pé-direito |
Localização no pavilhão: ilha, ponta de ilha, esquina e box
A posição contratada define quantos lados ficam abertos ao público e, por consequência, o projeto e o custo. O box (ou corredor) tem só a frente aberta e paredes nos fundos e nas laterais; a esquina abre dois lados; a ponta de ilha abre três; e a ilha fica com os quatro lados livres, sem paredes de apoio. Quanto mais lados abertos, maior a visibilidade e a circulação — mas também mais fachada a resolver, menos parede para fixar comunicação e maior investimento em iluminação e desenho central. Escolher uma ilha exige repensar depósito e copa, que perdem a parede cega para se esconder.
- Box/corredor: 1 lado aberto — menor custo, ideal para expositor estreante
- Esquina: 2 lados abertos — bom equilíbrio entre exposição e área útil
- Ponta de ilha: 3 lados abertos — alta visibilidade em corredor movimentado
- Ilha: 4 lados abertos — protagonismo total, maior investimento em fachada e centro
Como dimensionar a metragem e o layout
Contratar m² sem planejar o uso desperdiça verba. Uma referência prática é reservar cerca de 60% a 70% da área para atendimento e circulação de visitantes e o restante para funções de apoio — recepção, depósito e copa. Para o depósito e a copa, algo em torno de 4 a 6 m² já resolve estandes pequenos; áreas maiores pedem sala de reunião fechada. Mantenha corredores internos com largura suficiente para o fluxo de pico e para as rotas de fuga previstas na ABNT NBR 9077:2001 — corredores estreitos travam a circulação e podem reprovar a planta na análise do pavilhão. Vale confirmar no regulamento do pavilhão o pé-direito liberado e a carga de piso admitida (normalmente em kgf/m²) antes de projetar mezanino. Ativações externas ao pavilhão, em pátios ou áreas abertas, podem exigir uma tenda pantográfica separada para abrigar o público.
Locação de octanorm vs. stand construído: o custo total
A decisão econômica não é o preço de uma feira, e sim o custo por participação ao longo do ano. O octanorm locado tem custo unitário baixo e some do balanço após o evento — não há guarda, transporte nem manutenção. O stand construído em MDF custa mais e exige galpão para armazenar, revisão de pintura e adaptação a cada planta, mas se paga quando a marca faz muitas feiras e reaproveita a estrutura. Como regra de bolso, até duas ou três feiras por ano tendem a favorecer a locação; um calendário mais intenso e a busca por identidade cenográfica exclusiva justificam o construído, quando o rateio da estrutura por evento cai abaixo do valor de uma locação equivalente. Elementos de comunicação como um totem de MDF podem ser adquiridos à parte e migrar entre montagens.
Normas, ART e aprovação do stand no pavilhão
Todo estande é aprovado pela organização da feira e, conforme a estrutura, pelo Corpo de Bombeiros. A circulação e as saídas seguem a ABNT NBR 9077:2001; a parte elétrica, a ABNT NBR 5410:2004; a montagem no local, a NR-18; o trabalho em testeiras e mezaninos altos, a NR-35; e a estrutura metálica de pisos elevados, a ABNT NBR 8800:2008. Estandes de dois pisos e estruturas suspensas praticamente sempre exigem ART ou RRT de engenheiro ou arquiteto e laudo estrutural. O maior erro é fechar o projeto sem checar o regulamento do pavilhão: prazos de submissão de planta, limites de altura de testeira, carga de piso e energia contratada variam por local e reprovam desenhos já fechados.
O que define o preço de um stand de exposição
Preço de stand não se resume ao m². Os fatores que mais movem o orçamento são o sistema construtivo (construído custa muito mais que octanorm locado), a existência de mezanino (dobra estrutura e projeto), o pacote de iluminação e o mobiliário — locado ou próprio. Somam-se a fachada e a testeira, a comunicação visual impressa, a energia contratada com o pavilhão e o prazo de montagem, que encarece quando a janela de marcação é curta ou noturna. Peça o orçamento aberto por item para comparar montadoras sem virar refém de um pacote fechado.
- Sistema construtivo e área em m²
- Mezanino, testeira alta e estrutura elevada
- Iluminação, spots e mobiliário
- Comunicação visual e impressão
- Energia contratada e prazo de montagem/desmontagem
Checklist para cotar com a montadora
Uma cotação bem qualificada acelera a resposta e evita retrabalho. Antes de acionar as montadoras, reúna os dados que elas sempre pedem para orçar. O mesmo pacote de informações permite comparar propostas de forma justa, item a item. Elementos permanentes de exposição, como um quiosque de madeira para pontos de venda, seguem lógica de compra diferente do estande de feira e devem ser cotados à parte.
- Nome do evento, pavilhão e datas de montagem/desmontagem
- Metragem contratada e tipo de posição (ilha, ponta, esquina ou box)
- Regulamento do pavilhão e planta do espaço
- Sistema desejado (octanorm, construído ou portátil) e necessidade de mezanino
- Energia contratada, pontos de iluminação e mobiliário
- Comunicação visual (logos, arte, medidas de testeira)
O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho
O diferencial da plataforma neste nicho é o acesso comparativo a fornecedores verificados, com indicação de quem atende a sua região e em que prazo. Os números abaixo vêm do próprio marketplace:
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| Cobertura por praça | Fornecedores |
|---|---|
| Nacional | 5 |
| PR / SP / MG / ES | 1 |
| SP / MG / PR / RJ | 1 |
| SC / RS / PR / SP | 1 |
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre stand octanorm e stand construído?
O octanorm é modular, feito de perfis de alumínio com painéis TS, geralmente locado e remontado a cada feira, com custo baixo. O construído usa marcenaria em MDF, permite cenografia exclusiva e cobra mais, mas se paga quando a marca faz muitas feiras e reaproveita a estrutura.
Preciso de ART para montar um stand?
Estandes simples de octanorm em geral são cobertos pelo laudo do sistema, mas estruturas elevadas, mezaninos e itens suspensos exigem ART ou RRT de engenheiro ou arquiteto habilitado no CREA/CAU, além de conformidade com a NR-18 e a NR-35. O regulamento do pavilhão informa o que precisa de projeto assinado.
Como a posição no pavilhão muda o preço?
Quanto mais lados abertos, maior o custo. Um box tem só a frente aberta e usa paredes de apoio; a esquina abre dois lados, a ponta de ilha três e a ilha os quatro. A ilha dá mais visibilidade, mas exige mais fachada, iluminação e desenho central, elevando o investimento.
Vale mais a pena locar ou construir o stand?
Depende do número de feiras por ano. Até duas ou três participações favorecem a locação de octanorm, que dispensa guarda, transporte e manutenção. Um calendário intenso e a busca por identidade exclusiva justificam o stand construído, desde que haja espaço para armazenar e verba para revisão a cada montagem.
Quais normas se aplicam a stands de exposição?
As principais são a ABNT NBR 9077:2001 (saídas de emergência e circulação), a ABNT NBR 5410:2004 (instalações elétricas), a NR-18 (montagem), a NR-35 (trabalho em altura) e, para pisos elevados, a ABNT NBR 8800:2008 (estruturas de aço). Estandes de dois pisos e estruturas suspensas também dependem da aprovação do Corpo de Bombeiros do evento.
Que informações a montadora pede para fazer o orçamento?
Nome do evento, pavilhão e datas, metragem e tipo de posição, planta do espaço, regulamento do pavilhão, sistema desejado, necessidade de mezanino, energia contratada, pontos de iluminação, mobiliário e a arte da comunicação visual. Reunir tudo antes acelera a resposta e permite comparar propostas item a item.
Qual o prazo típico para projetar e montar um stand?
O prazo varia com o porte e o sistema, mas a submissão da planta ao pavilhão costuma ter data-limite de algumas semanas antes da feira. Reserve tempo para aprovação da organização e, quando exigido, do Corpo de Bombeiros; deixar para a última hora aumenta o custo de montagem e o risco de reprovação do projeto.
Stand de dois pisos exige cuidados extras?
Sim. O mezanino demanda estrutura metálica dimensionada pela ABNT NBR 8800:2008, laje, verificação da carga de piso admitida pelo pavilhão e projeto com ART, além de atenção à NR-35 no trabalho em altura. É o formato mais caro e o que mais exige responsável técnico e aprovação prévia.
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Página revisada pela equipe técnica de Feiras e Eventos da Soluções Industriais. Última revisão: 13 de julho de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.
Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.
Fontes técnicas citadas: ABNT NBR 9077:2001, ABNT NBR 5410:2004, ABNT NBR 8800:2008, NR-18, NR-35.