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Bota de segurança

Bota de segurança é o calçado ocupacional que protege pé e tornozelo contra impacto, compressão, perfuração, escorregamento e agentes químicos ou térmicos, sendo um Equipamento de Proteção Individual (EPI) regido pela NR-6 e projetado conforme a ABNT NBR ISO 20345:2022, que exige biqueira capaz de resistir a impacto de 200 J e compressão de 15 kN. Todo modelo comercializado no Brasil precisa de Certificado de Aprovação (CA) válido, emitido pelo Ministério do Trabalho, e o cabedal de cano alto diferencia a bota da sapatilha e do sapato de segurança por dar sustentação extra ao tornozelo.

A especificação correta combina cinco variáveis: o cabedal (couro hidrofugado, microfibra ou PVC/borracha), a biqueira (aço, composite ou alumínio), o solado (PU bidensidade, nitrílico HRO, borracha ou PVC), a palmilha antiperfuro (lâmina de aço ou têxtil aramida) e a classe de proteção (SB, S1, S1P, S2, S3), que agrupa propriedades como A (antiestático), E (absorção de energia no salto), P (resistência à perfuração), WRU (penetração de água no cabedal) e HRO (solado resistente a contato de 300 °C).

Por ser EPI de segurança crítica, a bota é item crítico: escolha errada de classe ou CA vencido expõe o trabalhador a esmagamento, queimadura, choque ou queda. A seleção deve partir do inventário de riscos do PGR (NR-01) e, em ambientes específicos, de normas setoriais — a NR-36 para frigoríficos e abate, a NR-10 para serviços com eletricidade e a NR-18 para a construção. Cabe ao SESMT ou a profissional de segurança do trabalho habilitado definir a classe e registrar a entrega em ficha de EPI, com CA, data e assinatura do usuário.

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Bota de segurança

Aviso de segurança. Bota de segurança é EPI de proteção contra riscos que podem causar lesão grave ou permanente. Todo modelo deve possuir Certificado de Aprovação (CA) válido do Ministério do Trabalho, conforme a NR-6, e atender à ABNT NBR ISO 20345. A especificação e a distribuição do EPI devem seguir o laudo do PGR e a orientação do SESMT ou de profissional de segurança do trabalho habilitado (técnico ou engenheiro de segurança), nunca só o preço.

O que torna uma bota de segurança legal: CA, NR-6 e NBR ISO 20345

Uma bota só é EPI válido quando reúne três coisas: projeto conforme a ABNT NBR ISO 20345:2022 (calçado com biqueira de proteção) ou a NBR ISO 20347 (calçado ocupacional sem biqueira), ensaio pela ABNT NBR ISO 20344 e, principalmente, o Certificado de Aprovação (CA) impresso no par e vigente. A NR-6 obriga o empregador a fornecer o EPI gratuitamente, exigir o uso, higienizar, substituir quando danificado e registrar a entrega. Comprar bota sem CA, ou com CA vencido, invalida a proteção jurídica e técnica, mesmo que o produto pareça idêntico ao aprovado.

  • CA impresso no calçado e ativo na consulta do Ministério do Trabalho.
  • Marcação da classe (ex.: S3) e das propriedades (A, E, P, HRO, SRC) na lingueta ou sola.
  • Ficha de entrega assinada — exigência de fiscalização e defesa em ação trabalhista.

Classes SB, S1, S1P, S2 e S3: o que cada uma entrega

A classificação da NBR ISO 20345 empilha propriedades: quanto maior a classe, mais requisitos. SB é a base (só biqueira 200 J). S1 acrescenta antiestático, absorção no salto e área do tornozelo fechada; S1P soma palmilha antiperfuro (P). S2 adiciona resistência à penetração de água no cabedal (WRU); S3 é a mais completa para uso pesado — inclui antiperfuro, WRU e solado com relevo. A revisão de 2022 criou ainda S3S e S3L com antiperfuro têxtil e escala de antiderrapância. Escolher a classe é o primeiro filtro técnico do orçamento; pedir S3 onde bastaria S1 encarece a frota sem ganho de proteção.

ClasseBiqueira 200 JAntiestático (A)Absorção salto (E)Antiperfuro (P)Impermeável (WRU)Aplicação típica
SBSimNãoNãoNãoNãoAmbiente seco, risco só de impacto
S1SimSimSimNãoNãoIndústria seca, montagem, logística
S1PSimSimSimSimNãoMetalurgia seca com risco de perfuração
S2SimSimSimNãoSimAlimentício e áreas úmidas leves
S3SimSimSimSimSimConstrução, obra e ambiente severo

Biqueira: aço, composite ou alumínio — qual escolher

As três biqueiras aprovam nos 200 J, mas trocam custo por conforto e função. O aço é o mais barato e resistente à abrasão, porém pesa mais, conduz frio e calor e apita em detector de metal — ruim em aeroporto, área de raio-X e certas linhas de alimentos. O composite (fibra de vidro/polímero) é não metálico, mais leve (reduz fadiga em jornada de pé), não conduz temperatura e passa em portais de detecção, mas costuma custar de 15% a 40% mais e ocupa um pouco mais de volume na ponteira. O alumínio fica no meio: leve e metálico. A regra prática é: composite para conforto térmico, detecção de metal ou eletricista; aço quando o critério é custo e abrasão severa.

  • Aço: menor custo, maior resistência à abrasão, conduz temperatura e detecta metal.
  • Composite: leve, não metálico, isolante térmico — ideal para câmara fria e áreas com detector.
  • Alumínio: leve e metálico, meio-termo de preço.

Solado por ambiente: PU, nitrílico HRO, borracha e PVC

O solado define aderência, isolamento e limite de temperatura. O PU bidensidade domina o mercado por ser leve, absorver impacto e ter bom custo, mas amolece por volta de 60–70 °C e não deve pisar respingo quente. Para fundição, solda e siderurgia use solado de borracha nitrílica com marcação HRO, que suporta contato de 300 °C por 60 segundos. Bota inteira de PVC ou borracha (branca) atende frigorífico e limpeza por ser impermeável e lavável. Independentemente do material, confira a antiderrapância: SRA testa piso cerâmico com detergente, SRB piso de aço com glicerol e SRC as duas condições — em cozinha, laticínio e área oleosa, exija SRC.

SoladoLimite térmicoAntiderrapânciaAmbiente indicado
PU bidensidadeAté ~60–70 °CSRC comumIndústria geral, logística, montagem
Nitrílico HROContato 300 °C/60 sSRA/SRCFundição, solda, siderurgia
Borracha / PVCImpermeávelSRA/SRCFrigorífico, alimentício, lavagem
PU + dielétricoIsolação elétricaSRCEletricista e manutenção energizada

Palmilha antiperfuro: lâmina de aço x têxtil de aramida

A proteção contra perfuração (propriedade P) vem em dois formatos e cada um falha de um jeito. A palmilha de aço resiste a mais força pontual, mas é rígida, não cobre toda a área da sola (deixa uma faixa nas bordas), conduz temperatura e some no detector de metal. A palmilha têxtil de aramida (tipo Kevlar) é flexível, leve, isolante e cobre praticamente 100% da planta do pé — protege contra pregos finos que passariam pela borda do aço —, porém pode custar mais e ter limite menor de penetração em objetos de ponta muito fina. Em obra com entulho e pregos, a área de cobertura da têxtil costuma valer o prêmio; onde o risco é objeto grosso e pontual, o aço basta.

Propriedades complementares além da classe: M, HI, CI, WR e FO

Além da classe (SB a S3), a ABNT NBR ISO 20345:2022 define marcações adicionais que respondem a riscos específicos do posto e alteram preço e indicação. Elas aparecem gravadas junto à classe e devem constar do laudo do PGR para o orçamento sair correto de primeira.

  • M – proteção metatarsal: reforço sobre o peito do pé contra queda de peça pesada; usual em fundição, siderurgia e movimentação de cargas.
  • HI – isolamento ao calor: conjunto que limita a transmissão de calor por contato (ensaio a 150 °C por 30 min), para pisos e chapas quentes.
  • CI – isolamento ao frio: barreira térmica contra baixa temperatura (ensaio a −17 °C por 30 min), para câmara fria e trabalho externo no inverno.
  • WR – impermeabilidade do calçado inteiro: diferente do WRU (só o cabedal), o WR resiste à penetração de água em toda a bota, para piso alagado.
  • FO – resistência do solado a óleo combustível: evita a degradação química do solado em oficinas, postos e indústria química.
  • AN – proteção do tornozelo e CR – cabedal resistente a corte: reforços para movimentação intensa e uso de ferramentas cortantes.

Pedir marcações que o posto não exige encarece a frota sem ganho real; omitir a marcação certa — por exemplo, M onde há queda de peça sobre o peito do pé — deixa uma lacuna de proteção mesmo com a classe alta.

Como escolher a bota por setor de trabalho

O risco predominante do posto decide a especificação. Na construção civil, o padrão é S3 com biqueira, antiperfuro e solado agressivo (NR-18). Em frigoríficos e abatedouros regidos pela NR-36, é comum a botina branca de PVC impermeável, associada a uniformes profissionais e, nas áreas de manipulação, a roupas descartáveis em TNT para higiene. Eletricistas e manutenção energizada exigem calçado dielétrico com CA de isolação elétrica (NR-10) e biqueira não metálica. Na indústria química, priorize cabedal e solado resistentes a óleo e produtos (FO/resistência química). Em siderurgia e fundição, HRO e proteção metatarsal (M) contra respingo e queda de peça sobre o peito do pé.

  • Construção (NR-18): S3, antiperfuro, solado com relevo.
  • Frigorífico (NR-36): PVC/borracha branca, impermeável, SRC.
  • Eletricista (NR-10): dielétrica, biqueira composite, CA de isolação.
  • Fundição/solda: nitrílico HRO e proteção metatarsal (M).

Numeração, forma e ajuste: como reduzir devolução na compra por frota

Boa parte das trocas em pedidos corporativos não é por defeito, e sim por tamanho e forma errados. A numeração brasileira segue a escala EUR de cada fabricante, e cada marca tem uma forma (largura) própria — a curva de um fornecedor nem sempre corresponde à de outro. Antes de fechar a frota, peça um par-piloto por numeração e valide o ajuste com o próprio usuário.

  • Prove o calçado no fim do expediente, quando o pé está mais dilatado, e com a meia técnica que será usada no posto.
  • Deixe cerca de um dedo de folga na ponta; a biqueira rígida não cede com o uso, diferente do cabedal.
  • Confira largura/forma para pés largos ou para quem usa palmilha ortopédica prescrita.
  • Registre a curva de numeração real (quantidade por tamanho) — é o dado que mais acelera o reorçamento e a reposição.

Fatores de preço e checklist de cotação B2B

Não existe preço único de bota de segurança: o valor sobe com cabedal em couro hidrofugado ou microfibra técnica, biqueira composite, solado HRO ou dielétrico, palmilha de aramida e propriedades extras (M, WR, HI/CI). O maior movedor em compra corporativa, porém, é o volume — curvas de numeração fechadas e pedidos por frota derrubam o preço unitário. Para cotar rápido com vários fornecedores, reúna os dados abaixo; quanto mais completo o pedido, mais preciso o orçamento e menor a chance de devolução por forma ou classe errada.

  • Classe exigida pelo PGR (SB a S3) e propriedades (P, HRO, M, dielétrica).
  • Curva de numeração e quantidade por tamanho.
  • Material do cabedal e do solado + antiderrapância mínima (SRA/SRB/SRC).
  • Setor e normas aplicáveis (NR-10, NR-18, NR-36).
  • Exigência de CA ativo e prazo de entrega/reposição.

CA, validade, troca e vida útil na gestão de EPI

O Certificado de Aprovação tem prazo de validade próprio e pode ser renovado ou revogado; comprar lote grande de um CA prestes a vencer complica a reposição. A vida útil da bota, porém, não é o prazo do CA e sim o desgaste real: solado com relevo apagado (perde antiderrapância), biqueira exposta, cabedal rasgado ou palmilha comprometida obrigam troca imediata, independentemente do tempo de uso. Uma gestão saudável estima reposição anual por posto conforme a severidade do ambiente, mantém ficha de entrega assinada e registra o número do CA — documentação exigida em auditoria e em ação trabalhista.

Higienização, conservação e armazenamento do calçado de EPI

A NR-6 responsabiliza o empregador pela higienização e manutenção do EPI, e o cuidado correto prolonga a vida útil sem comprometer a certificação. A rotina muda conforme o material do cabedal e do solado.

  • Couro hidrofugado: limpe com pano úmido e seque à sombra; evite fonte direta de calor, que resseca e trinca o cabedal.
  • PVC/borracha: lavável com água e detergente neutro — vantagem em frigorífico e alimentício, onde a higiene é diária.
  • Faça rodízio de pares em ambiente úmido, para o calçado secar por dentro e reduzir a proliferação de fungos.
  • Não seque em estufa, ao sol forte ou sobre aquecedor; o solado de PU e a colagem se degradam com o calor.
  • Armazene em local ventilado e troque a palmilha de conforto quando saturar, sem remover a palmilha antiperfuro (P).

O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho

O diferencial da plataforma neste nicho é o acesso comparativo a fornecedores verificados, com indicação de quem atende a sua região e em que prazo. Os números abaixo vêm do próprio marketplace:

Para Bota de Segurança, a plataforma reúne 4 fornecedores verificados, presentes desde 2021, além da curadoria Amplitude Industrial. 2 atendem todo o território nacional e os demais cobrem praças regionais. Em uma única requisição, o comprador recebe cotações comparáveis de quem atende a sua região, dentro do SLA de 24 horas — sem precisar disparar e-mail a cada fabricante nem revelar a base de compradores.

Cobertura por praçaFornecedores
Nacional2
SP1
AC / AP / AM / PA1

Perguntas frequentes

Toda bota de segurança precisa de CA?

Sim. A NR-6 exige que todo EPI, inclusive calçado de segurança, tenha Certificado de Aprovação (CA) válido do Ministério do Trabalho impresso no produto. Bota sem CA ou com CA vencido não é EPI legal e não protege o empregador em fiscalização.

Qual a diferença entre S1, S2 e S3?

As classes da NBR ISO 20345 acumulam requisitos: S1 tem biqueira, antiestático e absorção no salto; S2 acrescenta resistência à água no cabedal (WRU); S3 soma palmilha antiperfuro e solado com relevo. S3 é o padrão para construção e ambiente severo.

Biqueira de aço ou de composite: qual é melhor?

Ambas resistem a impacto de 200 J. O aço é mais barato e resistente à abrasão, mas pesa mais e apita em detector de metal. O composite é mais leve, não metálico e isolante térmico — melhor para câmara fria, eletricista e áreas com portal de detecção, custando de 15% a 40% mais.

O que é proteção metatarsal (M) e quando exigir?

É o reforço sobre o peito do pé, marcado com a letra M, que protege a região dos metatarsos contra queda de peça pesada. Deve ser exigido em fundição, siderurgia e movimentação de cargas — situações em que a biqueira sozinha não cobre o dorso do pé. A necessidade deve constar do laudo do PGR.

Qual bota usar em frigorífico?

Em frigoríficos e abate, regidos pela NR-36, o usual é a botina branca de PVC ou borracha, impermeável, lavável e com antiderrapância SRC para piso molhado e gorduroso. Em câmara fria, avalie ainda a marcação CI (isolamento ao frio). Deve ter CA e classe compatível com o risco do posto.

O que significa a marcação HRO na sola?

HRO indica solado resistente ao calor por contato, ensaiado pela NBR ISO 20344 a 300 °C por 60 segundos. É a marcação exigida em fundição, solda e siderurgia, onde o solado de PU comum amoleceria por volta de 60 °C.

Como saber a antiderrapância correta?

As siglas SRA (piso cerâmico com detergente), SRB (aço com glicerol) e SRC (as duas condições) medem o escorregamento. Para cozinha, laticínio e áreas oleosas exija SRC, que cobre o pior cenário de piso escorregadio.

Quanto tempo dura uma bota de segurança?

A vida útil depende do desgaste, não do prazo do CA. Solado com relevo apagado, biqueira exposta, cabedal rasgado ou palmilha comprometida obrigam troca imediata. Em ambientes severos, o comum é planejar reposição anual por posto, fazer rodízio de pares e registrar cada entrega em ficha de EPI.

Existe bota para eletricista?

Sim. O eletricista precisa de calçado dielétrico com biqueira não metálica e CA específico de isolação elétrica, alinhado à NR-10. Não confunda com o antiestático (propriedade A), que apenas dissipa carga e não isola o usuário da rede.

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Página revisada pela equipe técnica de EPI e Segurança do Trabalho da Soluções Industriais. Última revisão: 13 de julho de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.

Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.

Fontes técnicas citadas: ABNT NBR ISO 20345:2022, ABNT NBR ISO 20347, ABNT NBR ISO 20344, NR-6, NR-01, NR-10, NR-18, NR-36.