Soluções Industriais

Bota segurança masculina

A bota de segurança masculina é um calçado de proteção individual destinado a resguardar pés e tornozelos contra impactos, perfurações, escorregamentos, agentes químicos, térmicos e elétricos no ambiente de trabalho. Seus requisitos de fabricação e desempenho são definidos pela ABNT NBR ISO 20345, que estabelece a proteção mínima na biqueira contra impacto de 200 J, enquanto os métodos de ensaio seguem a ABNT NBR ISO 20344. Por ser Equipamento de Proteção Individual, todo modelo comercializado no Brasil deve possuir Certificado de Aprovação (CA) válido, conforme a NR-6.

A especificação correta depende de variáveis técnicas que vão muito além da numeração: a classe de proteção (SB, S1, S1P, S2, S3 ou S5), o tipo de biqueira (aço, composite de policarbonato ou alumínio), a presença de palmilha antiperfuro (lâmina de aço ou têxtil resistente a 1.100 N), o material do solado (poliuretano bidensidade, borracha nitrílica ou PVC) e as propriedades adicionais marcadas na lateral do calçado, como resistência ao escorregamento (SRA/SRB/SRC), antiestática (A) e resistência a óleo (FO).

Por se tratar de item de segurança crítica, a escolha da bota não deve ser feita apenas por preço. A NR-6 exige que o empregador forneça o EPI adequado ao risco, com CA válido, e a definição do modelo deve partir da análise de risco da função conduzida pelo SESMT ou por profissional de segurança do trabalho habilitado. Especificação errada gera desde desconforto e queda de adesão do usuário até exposição legal do empregador e risco real de lesão.

Na Soluções Industriais, marketplace B2B com mais de 50 mil fornecedores cadastrados, mais de 250 mil produtos no catálogo e 3 milhões de negócios intermediados, o comprador compara cotações em três passos. Primeiro pesquisa o produto na plataforma, depois cota e recebe respostas de fornecedores com orçamentos alinhados às exigências técnicas, e por fim compara as opções para escolher a solução ideal para o negócio. O processo é gratuito para o comprador, conecta-o aos fornecedores adequados em até 24 horas e cobre cotações comparativas com confiança e segurança em uma única plataforma.

Bota segurança masculina

Aviso de segurança. Bota de segurança é Equipamento de Proteção Individual regulado pela NR-6 e só pode ser comercializado com Certificado de Aprovação (CA) válido emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A seleção do modelo, o treinamento de uso e a substituição devem ser orientados pelo SESMT ou por profissional de segurança do trabalho habilitado, conforme análise de risco de cada função.

O que é bota de segurança e o que a norma exige

A bota de segurança é um calçado de cano médio ou alto que cobre o tornozelo, oferecendo proteção mecânica e estabilidade adicional em relação ao sapato baixo. Segundo a ABNT NBR ISO 20345, o requisito básico de qualquer calçado de segurança é a biqueira capaz de resistir a impacto de 200 J e a compressão de 15 kN. A partir desse piso, cada modelo agrega propriedades codificadas por letras e classes marcadas no próprio produto, o que permite comparar objetivamente dois calçados. Toda bota deve trazer o CA impresso na palmilha ou na etiqueta interna, sem o qual não pode ser fornecida como EPI.

  • Cano médio/alto para proteção do tornozelo e melhor estabilidade
  • Biqueira com resistência mínima de 200 J (ISO 20345)
  • Marcação de classe e propriedades na lateral do cabedal
  • CA válido impresso no calçado, exigência da NR-6

Classes de proteção S1 a S5: como escolher pelo ambiente

A escolha da classe é a decisão mais importante e a mais negligenciada. Ela combina propriedades acumuladas: SB é o requisito básico só com biqueira; S1 acrescenta calcanhar fechado, antiestática e absorção de energia no salto; S1P soma palmilha antiperfuro; S2 adiciona resistência à penetração de água no cabedal; S3 reúne S2 mais antiperfuro e solado com relevo; S5 é a bota impermeável de PVC ou nitrílica para ambientes encharcados. A regra prática: ambiente seco e limpo pede S1/S1P; presença de água ou umidade pede S2; obra, com pregos e superfícies irregulares, pede S3; frigorífico e lavagem constante pedem S5.

ClasseAntiperfuroResistência à águaAmbiente típico
SBNãoNãoRequisito básico / uso leve
S1 / S1PSó S1PNãoIndústria seca, montagem, logística
S2NãoCabedal hidrofugadoÁreas úmidas, lavagem esporádica
S3SimCabedal hidrofugadoConstrução civil, pregos, terreno irregular
S5SimImpermeável (bota PVC/nitrílica)Frigorífico, saneamento, ambientes encharcados

Biqueira de aço x composite e palmilha antiperfuro

A biqueira de aço é mais barata e comprovadamente resistente, mas conduz frio e calor e dispara detectores de metal. A biqueira de composite (policarbonato/fibra) é 30% a 50% mais leve, isolante térmico e não metálica, ideal para câmara fria, eletricistas e áreas com controle de acesso magnético, porém custa mais e ocupa um pouco mais de volume. Para perfuração de solo, a palmilha de lâmina de aço protege 100% da área do pé mas é rígida; a palmilha antiperfuro têxtil (aramida) é flexível, leve e não conduz, cobrindo praticamente toda a planta e resistindo aos mesmos 1.100 N. Escolha o têxtil para conforto e isolamento; o aço quando o risco de perfuração for muito concentrado.

Solado, escorregamento e resistência térmica

O solado define aderência, conforto e durabilidade. O poliuretano (PU) bidensidade é leve e amortece bem, mas sofre hidrólise se exposto a umidade e óleos por longos períodos; a borracha nitrílica resiste a óleos, produtos químicos e calor por contato, sendo obrigatória em fundição e petroquímica. A resistência ao escorregamento é marcada como SRA (piso cerâmico com detergente), SRB (aço com glicerina) e SRC (ambos os ensaios). Para calor há a marcação HRO, com solado que suporta contato a 300°C. Não confunda solado antiderrapante genérico com a classificação SR normalizada: só a marcação SRA/SRB/SRC garante o desempenho ensaiado.

  • PU bidensidade: leve e confortável, sensível à hidrólise
  • Borracha nitrílica: resiste a óleo, química e calor de contato
  • SRA/SRB/SRC: níveis normalizados de antiderrapante
  • HRO: solado para contato a 300°C (fundição/siderurgia)

Propriedades elétricas: antiestática, ESD e isolante

A confusão entre antiestático e isolante causa acidentes. A bota antiestática (marcação A) dissipa cargas de forma controlada, com resistência elétrica entre 100 kΩ e 1.000 MΩ, evitando faíscas em ambientes com pó combustível, solventes ou eletrônica sensível (uso ESD). Ela não protege contra choque elétrico. Já a bota isolante para trabalhos energizados segue norma específica e tem função oposta: bloquear a passagem de corrente. Especificar antiestática onde se precisava de isolamento — ou o inverso — é um erro grave de EPI. Confirme sempre a propriedade correta na análise de risco antes de fechar o pedido.

Especificação por setor

Cada setor cruza classe e propriedades de forma diferente. Construção civil: S3 com antiperfuro e solado SRC para terreno irregular com pregos. Frigorífico e saneamento: S5 impermeável, cano alto e solado antiderrapante para piso molhado. Petroquímica e manutenção: biqueira composite, solado nitrílico FO resistente a óleo e antiestática A. Metalurgia e fundição: solado HRO e cabedal de couro contra respingos. Eletrônica e salas limpas: composite não metálico, ESD e cabedal fechado. Logística e montagem: S1P leve, priorizando conforto para longas jornadas em pé.

SetorClasse/propriedade recomendadaMotivo
Construção civilS3, SRCPerfuração de pregos e piso irregular
Frigorífico/saneamentoS5 impermeávelAmbiente encharcado e frio
PetroquímicaComposite, FO, antiestática AÓleos, solventes e risco de faísca
Fundição/metalurgiaSolado HRO, couroCalor por contato e respingos
Eletrônica/sala limpaComposite, ESDDescarga eletrostática controlada

O que define o preço e o custo total de propriedade

Não existe preço fixo: o valor de uma bota de segurança é movido pela combinação de cabedal, solado, proteções e volume de compra. Couro integral hidrofugado custa mais que microfibra sintética; solado nitrílico bidensidade é mais caro que PU simples; biqueira composite e palmilha têxtil aramida elevam o custo em relação ao aço; e certificações e propriedades extras (ESD, HRO, S3) agregam preço. No custo total, pesa a durabilidade: uma bota que dura 8 a 12 meses de uso pesado pode sair mais barata por mês que uma econômica trocada a cada 3 meses. Compra por volume, para uniformização de frota de EPI, reduz o valor unitário no orçamento B2B.

  • Cabedal: couro hidrofugado x microfibra sintética
  • Solado: nitrílico/bidensidade x PU simples
  • Proteções: composite, antiperfuro têxtil, ESD, HRO
  • Volume de compra e padronização da frota de EPI

Como cotar, checar o CA e reduzir a troca

Para orçar com precisão junto a fornecedores, reúna os dados de especificação e exija o CA válido de cada modelo. O comprador B2B deve confirmar no site do Ministério do Trabalho se o CA está ativo e se corresponde exatamente ao modelo e à classe ofertados. Em operação, a bota deve ser inspecionada por turno e descartada ao apresentar solado desgastado além do relevo, biqueira exposta, cabedal rompido ou perda de impermeabilidade — não há prazo único, mas girar 8 a 12 meses em uso intenso é referência comum. Grade de numeração correta e ajuste adequado reduzem lesões e aumentam a adesão do usuário.

  • Medida/numeração e largura por lote de usuários
  • Classe (S1 a S5) e propriedades exigidas (SR, A, FO, HRO)
  • Tipo de biqueira e de palmilha antiperfuro
  • Setor e riscos da função (análise de risco do SESMT)
  • Quantidade e CA válido conferido junto ao MTE

O que só a Soluções Industriais entrega neste nicho

O diferencial da plataforma neste nicho é o acesso comparativo a fornecedores verificados, com indicação de quem atende a sua região e em que prazo. Os números abaixo vêm do próprio marketplace:

Para Bota de segurança masculina, a plataforma reúne 3 fornecedores verificados, presentes desde 2021, além da curadoria Amplitude Industrial. 2 atendem todo o território nacional e os demais cobrem praças regionais. Em uma única requisição, o comprador recebe cotações comparáveis de quem atende a sua região, dentro do SLA de 24 horas.

Cobertura por praçaFornecedores
Nacional2
AC / AP / AM / PA1

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre bota S1, S2 e S3?

As classes acumulam proteções: S1 tem antiestática e absorção de energia no salto para ambiente seco; S2 acrescenta resistência à penetração de água no cabedal; S3 soma palmilha antiperfuro e solado com relevo, sendo a escolha padrão para construção civil, conforme a ABNT NBR ISO 20345.

Bota de segurança precisa ter CA?

Sim. A NR-6 obriga que todo EPI comercializado e fornecido no Brasil tenha Certificado de Aprovação (CA) válido, emitido pelo Ministério do Trabalho. Confira no orçamento se o CA está ativo e corresponde ao modelo e à classe ofertados.

Biqueira de composite protege igual à de aço?

Sim, ambas atendem ao requisito de 200 J da ABNT NBR ISO 20345. A composite é mais leve, isolante térmica e não metálica (não dispara detector de metais), ideal para câmara fria e eletrônica; a de aço costuma ser mais barata.

O que significam as marcações SRA, SRB e SRC?

São níveis normalizados de resistência ao escorregamento: SRA testa em piso cerâmico com detergente, SRB em aço com glicerina e SRC combina os dois ensaios. Para piso molhado com óleo, priorize solados SRC.

Bota antiestática protege contra choque elétrico?

Não. A bota antiestática (marcação A) apenas dissipa cargas eletrostáticas de forma controlada, prevenindo faíscas. Para trabalho energizado é preciso calçado isolante específico, que tem função oposta. Defina a propriedade correta na análise de risco.

Palmilha antiperfuro têxtil é tão segura quanto a de aço?

Sim. Tanto a lâmina de aço quanto a têxtil de aramida resistem à perfuração de 1.100 N exigida pela norma. A têxtil é mais leve, flexível, não conduz temperatura e cobre praticamente toda a planta do pé.

Quanto tempo dura uma bota de segurança?

Não há prazo único; a substituição segue critérios de desgaste. Em uso intenso, girar entre 8 e 12 meses é referência comum. Descarte ao apresentar solado sem relevo, biqueira exposta, cabedal rompido ou perda de impermeabilidade.

Como reduzir o custo na compra de botas para uma equipe?

Padronize a frota de EPI por função de risco e compre por volume, o que reduz o valor unitário. Avalie o custo por mês de uso — uma bota mais durável pode sair mais barata que uma econômica trocada com frequência.

Quais dados preciso enviar para cotar?

Informe a grade de numeração e largura, a classe (S1 a S5), as propriedades exigidas (SR, antiestática, FO, HRO), o tipo de biqueira e palmilha, o setor/riscos da função e a quantidade. Assim os fornecedores retornam orçamentos comparáveis com CA válido.

Solicitar orçamento gratuito

Para obter cotações comparativas de bota de segurança masculina, informe a especificação técnica completa, o volume estimado, o prazo de entrega aceitável e a região. Em até 24 horas você recebe propostas alinhadas ao perfil técnico e comercial da sua operação. O serviço da Soluções Industriais é gratuito para o comprador e dá acesso direto a mais de 50 mil fornecedores cadastrados no marketplace, com possibilidade de comparar múltiplas opções em poucos cliques.

Página revisada pela equipe técnica de EPI e Segurança do Trabalho da Soluções Industriais. Última revisão: 12 de julho de 2026. Conteúdo elaborado com base nas normas técnicas brasileiras vigentes e em referências de fabricantes homologados no marketplace.

Soluções Industriais — marketplace B2B ativo desde 2014, com mais de 50 mil fornecedores, 250 mil produtos e 3 milhões de negócios intermediados. Operado por DSW Soluções Digitais LTDA, CNPJ 14.777.835/0001-67.

Fontes técnicas citadas: ABNT NBR ISO 20345, ABNT NBR ISO 20344, NR-6.